segunda-feira, 26 de agosto de 2013

SOCIEDADE | Batata com forma curiosa nasce no Pico

Albino Manuel Terra Garcia publicou hoje na cronologia do seu perfil no Facebook uma fotografia de uma batata com uma forma muito curiosa

«Uma batata do quintal do meu vizinho Augusto» escreveu este picoense na legenda da imagem, que abaixo, com a devida vénia, também publicamos. Na verdade o tubérculo assemelha-se à cabeça de um animal, com orelhas, olhos, nariz e boca, podendo representar, talvez, um coelho.

Este cibernauta é uma personalidade distinta do meio cultural picoense e açoriano, ligada à espeleologia. No seu perfil desta rede social tem publicado imagens importantes da história local e revela frequentemente o seu interesse pela preservação da natureza com a divulgação de fotografias sobre paisagens açorianas.

Uma curiosa batata cultivada na ilha do Pico [fotografia de Albino Terra Garcia]

sábado, 24 de agosto de 2013

CULTURA | Núcleo museológico dos cabos submarinos «já não vai com amigos!»

O Grupo dos Amigos da Horta dos Cabos Submarinos assinalou o 120.º aniversário do lançamento do primeiro cabo submarino na ilha do Faial com um colóquio na Biblioteca João José da Graça

O movimento de «resgate do esquecimento da importância histórica do tempo dos cabos submarinos», como o classificam os seus promotores, iniciou-se há quatro anos e partiu de antigos «cabografistas» que se organizaram no Grupo dos Amigos da Horta dos Cabos Submarinos em parceria com a Associação dos Antigos Alunos do Liceu da Horta.

Na sexta-feira, 23 de agosto de 2013, aconteceu mais uma iniciativa do grupo, que assinalou o lançamento do primeiro cabo submarino na ilha do Faial, que foi amarrado na praia da Conceição, no extremo norte da cidade da Horta.

Tratou-se de um colóquio em que intervieram diversos participantes destacando a importância de envolver as gerações mais novas neste movimento, através da escola, nomeadamente.

A transformação da Trinity House, onde hoje funciona a Escola António José d'Ávila e que é um edifício emblemático do tempo dos cabos submarinos, num núcleo museológico foi alvo de uma das mais importantes intervenções dos participantes.

O historiador faialense, editor do Boletim do Núcleo Cultural da Horta, investigador em diversas universidades portuguesas, nomeadamente na dos Açores, Ricardo Madruga da Costa, disse na ocasião que a criação e instalação do núcleo museológico tem que ter um suporte institucional. «Isto já não vai com amigos!», exclamou.



Ricardo Madruga da Costa lembrou que o governo regional prometeu, através da secretária da cultura, no mandato anterior, a entrega da Trinity House ao Grupo dos Amigos da Horta dos Cabos Submarinos e exigiu que agora seja explicitada a forma como o irá fazer.

Outros dos intervenientes no colóquio chamaram a atenção para a necessidade de não se pensar apenas no que é preciso fazer no futuro, mas também no que pode ser feito de imediato, referindo-se à recuperação dos artefatos que existem no Faial e que pertenceram às companhias dos cabos.

Significativa presença para resgatar os cabos submarinos do esquecimento
Henrique Barreiros preside à Associação dos Antigos Alunos do Liceu da Horta
Plateia atenta no auditório da Biblioteca João José da Graça na Horta
Henrique Barreiros tem sido um paladino desta causa
Faialenses residentes e outros de passagem entre os participantes
Henrique Barreiros falou na sessão de abertura no seu estilo entusiasmado
A memória dos cabos submarinos desperta interesse
Descendente de um antigo «cabografista» no uso da palavra
José Duarte da Silveira é uma figura de relevo entre os «cabografistas»
A assistência com um perfil eclético
Ricardo Madruga da Costa: «Isto já não vai com amigos!»
A «quota feminina» foi largamente ultrapassada
Carlos Silveira, antigo «cabografista» e um dos faialenses mais interessados
A importância de preservar o património atrai a atenção

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

CULTURA | Cabo submarino faz 120 anos

O Grupo dos Amigos da Horta dos Cabos Submarinos promove amanhã uma jornada de comemoração do lançamento do primeiro cabo, na praia da Conceição

Foi há 120 anos. Esta iniciativa surge no momento em que os antigos «cabografistas» dão por concluída o que consideram ser a primeira fase do movimento de reabilitação da memória e do património desse tempo.

O contributo do trabalho realizado nos últimos quatro anos por este denominado movimento cívico pode resumir-se no resgate do esquecimento, na sociedade e nas instâncias políticas, da importância histórica do tempo dos cabos submarinos e na recuperação de diferentes tipos de património, especialmente tecnológico, de telegrafia submarina.

No dia de amanhã, principalmente durante um colóquio, deverão ficar definidas as linhas de atuação futuras do movimento, que tem o suporte da Associação dos Antigos Alunos do Liceu da Horta. Em causa está nomeadamente o destino a dar à Trinity House, que o governo anterior destinou exatamente para ser ocupada pelo museu do cabo submarino, onde poderá vir a ser instalada uma exposição do equipamento, agora recuperado, e que foi utilizado durante anos naquelas próprias instalações.

Há 120 anos o cabo foi lançado nos Açores para resolver o abandono em que se encontravam as comunicações com o arquipélago. A partir daí assistiu-se ao crescimento do número de cabos, que chegou a 15, com uma diversidade de destinos assinalável.


Cabo submarino «amarrado» na praia da Conceição, na Horta, há 120 anos 
[fotografia: direitos reservados]


[Escrito por Rui Gonçalves e publicado na edição do jornal Incentivo de quinta-feira, 22 de agosto de 2013]

terça-feira, 20 de agosto de 2013

CULTURA | Manuela Bairos defende recuperação do Farol da Ribeirinha

A diplomata Manuela Bairos escreveu ontem no seu perfil do Facebook que «os Capelinhos são um orgulho para o Faial», mas «a Ribeirinha não merece menos»

Esta faialense, hoje a trabalhar no Ministério dos Negócios Estrangeiros, depois de uma já longa carreira diplomática em representação de Portugal, que a fez passar, nomeadamente, pelo Consulado-Geral em Boston, apelou, no texto já referido, «aos conterrâneos faialenses» para promoverem «um projecto audacioso como o Faial já deu provas de saber fazer» reabilitando o farol da Ribeirinha.

Farol da Ribeirinha, ilha do Faial, em agosto de 2013 [fotografia de Manuela Bairos]



























De passagem pelo Faial em férias, nos últimos dias, Manuela Bairos mostra-se agradada com «novos ou renovados pontos de interesse» na ilha: Casa Manuel de Arriaga, Aquário do Porto Pim, Casa de veraneio da família Dabney, jardim botânico, miradouro do Monte Carneiro, as levadas...

«Ao percorrer a ilha noto contudo que haveria necessidade de mais dois locais de paragem: Cedros (centro etnográfico? Laticínios?) e o Farol da Ribeirinha (com um projecto de Ciência Viva lá instalado)», sugere a diplomata. Manuela Bairos acrescenta que «para quem faz a volta à ilha, uma paragem nestes dois locais em muito enriqueceria e equilibrava o património visitável do Faial» e revela uma convicção: «Estou certa de que isso vai acontecer.»

Com a sua visão do exterior, Manuela Bairos nota «uma dinâmica de recuperação do património em marcha» e chama a atenção para o fato de o farol da Ribeirinha [na fotografia, publicada no seu perfil] estar «mais em risco de sofrer com a erosão dos elementos». E completa: «Hoje os Capelinhos são um orgulho para o Faial. A Ribeirinha não merece menos, com um enquadramento soberbo de miradouro para o Pico, São Jorge e Graciosa.»

Manuela Bairos: o Faial tem «novos ou renovados pontos de interesse»
[fotografia: direitos reservados]






sábado, 17 de agosto de 2013

CULTURA | Lancha «Espalamaca» continua abandonada

A «triste agonia» da lancha «Espalamaca» foi a expressão escolhida por Pierre Sousa Lima para destacar no Facebook o estado de abandono em que se encontra a menina dos olhos da Empresa de Lanchas do Pico, que deixou de navegar há mais de uma década


Lancha «Espalamaca» nos estaleiros da Madalena, em agosto de 2013 
[fotografia de Pierre Sousa Lima]




























Num artigo publicado na página «Açores Global», de que é um dos administradores, Sousa Lima diz-se revoltado por «assistir», sempre que se desloca à ilha do Pico, à «morte lenta daquela lancha no estaleiro da Madalena», que o autor do texto afirma se ter transformado «num autêntico cemitério de embarcações».

Este ativo cibernauta publicou juntamente com o referido texto, a 15 de agosto de 2013, diversas fotografias [entre elas a que aqui se reproduz] que «ilustram» a situação denunciada, incluindo algumas da lancha «Calheta», com igual sorte.

Pierre Sousa Lima lembra uma resolução do parlamento açoriano, publicada a 30 de julho de 2012 no Jornal Oficial, que recomenda ao governo regional «a elaboração e apresentação de um estudo, no prazo de 60 dias, sobre a viabilidade da recuperação e reutilização» da «Espalamaca». O objetivo era recuperar «um pedaço da história do empreendedorismo» e da «superação das dificuldades de outrora».

Na mesma linha, o administrador da página «Açores Global» cita o manifesto eleitoral do PS-Açores para as eleições legislativas regionais de há um ano: «Implementar o Núcleo do Museu de Construção Naval em Santo Amaro e concluir o estudo sobre a viabilidade da recuperação e reutilização da lancha Espalamaca».

A «Espalamaca» é «uma das embarcações mais emblemáticas do transporte de passageiros no Triângulo durante o século XX», escreve Sousa Lima, recordando a sua entrada em funcionamento na década de 50 e sua vida ativa de 40 anos.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

CULTURA | José Manuel Garcia capta pôr-do-sol único no Faial

Esta sexta-feira, 16 de agosto de 2013, proporcionou um manancial de oportunidades para os fotógrafos. Na ilha do Faial um dia de céu completamente descoberto desafiou as objetivas

José Manuel Garcia, fotógrafo amador do Faial, captou esta imagem soberba do sol quando se punha a oeste da ilha, no enfiamento do «friso» de vulcões entre a Caldeira e os Capelinhos.

A este propósito recordo o que já escrevi nesta página: «Um conjunto de fotógrafos amadores das ilhas do Faial e do Pico tem vindo a revelar-se, nos últimos tempos, através das redes sociais, especialmente no Facebook. O advento das novas tecnologias, com as possibilidades oferecidas pela fotografia digital e com as facilidades de divulgação permitidas pela Internet, aliado à aptidão dos fotógrafos em causa, tornaram-se um veículo de ampliação de talentos escondidos.»

A oeste da ilha do Faial [fotografia de José Manuel Garcia]

SOCIEDADE | Impressionante manifestação de luto por Roger Rosa

Realizou-se na tarde desta sexta-feira, 16 de agosto de 2013, o funeral de Roger Rosa, um motard faialense vitimado mortalmente num acidente ocorrido no passado domingo na freguesia do Salão

À saída do féretro da igreja de Santa Bárbara dos Cedros formou-se um cortejo fúnebre raras vezes visto ilha do Faial, com largas dezenas de pessoas, senão centenas mesmo.

Roger Rosa, que tinha pouco menos de 50 anos, participara no desfile de motards à volta da ilha, que culminou com uma passagem pelo centro dos festejos da Semana do Mar, na tarde do domingo, 11 de agosto. Poucas horas depois deu-se o acidente que viria a vitimar um homem que deixa o seu nome ligado a iniciativas de cariz recreativo, designadamente através do conjunto musical «Rosvira», da freguesia dos Cedros, cuja designação se inspirou no seu nome.

SOCIEDADE | Um dia raro no Faial e no Triângulo

Um dia como o de hoje (sexta-feira, 16 de agosto de 2013) nas ilhas do Faial, Pico e São Jorge só acontece, provavelmente, uma vez por ano ou talvez nem isso

Não há praticamente nuvens no céu a meio da tarde e as três ilhas estão, por isso, descobertas, emergindo do Atlântico com a sua fascinante beleza.

O registo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera indicava, por volta das 17 horas, uma temperatura do ar, na Horta, superior a 26º C.

O geólogo Carlos Faria publicou no Facebook quatro fotografias (incluindo esta), tiradas a partir da zona costeira da freguesia da Ribeirinha, abrangendo um ângulo de 360º, que confirmam a singularidade desta tarde de agosto.


O Pico visto da Ribeirinha, no Faial [fotografia de Carlos Faria]

CULTURA | Fotógrafos do Faial e do Pico revelam-se

Um conjunto de fotógrafos amadores das ilhas do Faial e do Pico tem vindo a revelar-se, nos últimos tempos, através das redes sociais, especialmente no Facebook

O advento das novas tecnologias, com as possibilidades oferecidas pela fotografia digital e com as facilidades de divulgação permitidas pela Internet, aliado à aptidão dos fotógrafos em causa, tornaram-se um veículo de ampliação de talentos escondidos.

Esta fotografia, da autoria de Mário Laranjo, é um exemplo da qualidade do trabalho do referido conjunto de fotógrafos amadores faialenses e picoenses.

Publicada na segunda-feira, 12 de agosto de 2013, a fotografia regista a inauguração, naquele dia, da iluminação da igreja de Santo António do Monte, da ilha do Pico, onde está a decorrer a Festa de Santo António do Monte.

Igreja de Santo António do Monte, ilha do Pico [fotografia de Mário Laranjo]