quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

ECONOMIA | "Gilberto Mariano" entrou nos Açores pelo porto da Madalena

O porto da Madalena na ilha do Pico foi o primeiro dos Açores a receber o novo navio da Atlânticoline. Numa passagem simbólica pela terra da personalidade que lhe deu o nome - que o padre Marco Martinho classifica de "momento histórico, único e irrepetível" - o Gilberto Mariano acompanhou a chegada à Madalena do Cruzeiro do Canal às 11 horas de ontem

O Gilberto Mariano à chegada ao porto da Madalena, num troço de mar que Gilberto Mariano da Silva percorreu durante uma vida inteira [fotografia de Marco Martinho]
O Mestre Simão, primeiro navio mandado construir pelo governo regional para as ligações marítimas de passageiros e viaturas do Triângulo dos Açores, deu entrada no porto da Horta no passado dia 23 de outubro, exibindo o nome do faialense Manuel Alves, que ficou conhecido por Mestre Simão, já falecido, antigo mestre das lanchas do Pico e filho de Simão Alves.

O segundo navio da Atlânticoline que irá operar entre as ilhas de São Jorge, Faial e Pico chegou ontem e antes de atracar também no porto da Horta passou pelo porto da Madalena, de forma simbólica, terra onde nasceu Gilberto Mariano da Silva, igualmente falecido e cujo nome foi escolhido para designá-lo.

Gilberto Mariano da Silva tem uma história de vida ligada ao Canal entre o Pico e o Faial, através do qual desempenhou um papel que se poderia classificar como de carteiro do Canal, pois nas suas mãos e à sua confiança foram entregues muitos cabazes, cartas e outros tipos de encomendas que circularam entre estas duas ilhas.

Um gesto sublime

O sacerdote faialense colocado no Pico, Marco Martinho, escreveu no Facebook [ver aqui texto e álbum de fotografias] que "foi sublime o gesto desta entrada simbólica do Gilberto Mariano no Porto da Madalena, antes de ancorar ao Porto da Horta". Marco Martinho diz que "pecou somente por não ter sido divulgado aos madalenenses". Se o tivesse sido o padre Martinho não duvida que "seriam centenas em cima do cais, em vez das pouco mais de duas dezenas de pessoas que presenciaram este momento histórico, único e irrepetível".

Em jeito de reportagem, Marco Martinho, que, entre outras funções, é o pároco da Madalena, informa que a filha e dois netos de Gilberto Mariano da Silva "apanhados de surpresa rumaram ao cais". O sacerdote testemunha  "a alegria e emoção" que sentiram ao ver o nome do seu pai e avô "nesta nova embarcação que perpetuará o seu nome sobre as ondas deste mar, que milhares de vezes atravessou ao serviço das gentes dos dois lados deste canal".

VÍDEO, DA AUTORIA DE MANUEL SOARES, SOBRE A CHEGADA AO PORTO DA HORTA DO NAVIO GILBERTO MARIANO >