sábado, 28 de dezembro de 2013

SOCIEDADE | Aves migratórias em grande número nos charcos de Pedro Miguel

Tem-se verificado nos últimos dias um movimento assinalável de aves migratórias nos charcos da freguesia de Pedro Miguel

Íbis preta nos charcos de Pedro Miguel


A época alta da observação de aves acontece nos meses de janeiro e fevereiro. Nesta altura garças, patos e várias espécies limícolas (que vivem no lodo) utilizam as ilhas dos Açores com regularidade para se alimentarem e repousarem.

Os charcos de Pedro Miguel, na ilha do Faial, registaram, por isso, nos últimos dias, com a entrada no inverno, a presença de uma grande variedade de aves migratórias, o que comprova a importância desta zona para a conservação de várias espécies, salienta uma informação divulgada pelo governo regional.

Uma nota do Gabinete de Apoio à Comunicação Social do executivo açoriano informa que na quinta-feira, 26 de dezembro, foram registadas no local 27 marrequinhas (Anas crecca), dois arrábios (Anas acuta) e uma íbis preta (Plegadis falcinellus).

Na ilha do Faial os locais com interesse ornitológico mais utilizados neste período do ano pelos observadores de aves, cuja atvidade tem registado um incremento, são os charcos de Pedro Miguel e a Caldeira.

Painho-de-cauda-forcada anilhado no Faial

Um painho-de-cauda-forcada (Oceanodroma leucorhoa) foi, entretanto, encontrado e entregue aos cuidados do Parque Natural do Faial. Em conjunto com o DOP a ave foi anilhada e, posteriormente, libertada para continuar a sua viagem para sul.

Os painhos, ave marinha pelágica, são avistados com alguma frequência junto a terra, sobretudo durante ou logo após grandes temporais. Nidificam a norte do Atlântico, por exemplo na Islândia, ilhas da Escócia e ilhas ao largo da Noruega e invernam a sul do Atlântico, em latitudes tropicais e subtropicais, ocorrendo ao largo da costa portuguesa, explica um texto publicado no site do Parque Natural do Faial no dia 18 de dezembro.

Este painho - acrescenta a notícia - é o maior (38 gr.) que se observa nas águas portuguesas e destaca-se pela sua enorme capacidade de enfrentar ventos, notável para uma ave tão pequena.